
Nunca neguei meu estado natural. Sejamos francos ser uma menininha deve dar um tanto bom de trabalho. Meninos são simples por natureza, ultimamente procuramos coisas para complicar nossas vidas, mas nada que implique obrigações fisiológicas, tudo não passa de uma corrida estética do novo milênio. É a tal coisa de metroxesualismo a la Beckham.
Deixando de lado as diferenças biológicas, o que mais me agrada em fazer parte desse universo é o seu funcionamento psicológico e social, como diriam as mulheres, o nosso “jeito”.
Meninas brigam. Meninos também. Mas há uma diferença sutil: brigas de mulheres são chatas e escandalosas, quando realmente a coisa fica física vira um show para a platéia, um show cômico convenhamos. Homens socam uns aos outros basicamente por um instinto natural: mostrar de alguma forma sua superioridade, mas há sempre um motivo que normalmente envolve alguma ofensa de caráter moral ou claro, mulheres, a quem discorde e caracterizam tudo como: motivos ridículos. Sim há muitos homens por ai sujando nossa imagem de meninos príncipes e sim, mulheres talvez não seja algo que valha apena uma briga. A quem estufe o peito por um olhar torto de um outro macho a sua fêmea, esses eu já digo que pertencem a uma fase de evolução do homem animal ao homem social, seja la qual for motivos de briga, para ambos os sexos uma coisa temos que encarar: homens ao menos sabem o que estão fazendo, mulheres na grande maioria, criam universos de uma realidade distorcida, e elas mesmas se pedem em suas razões e desarrazoes.
Meninas intrigam em busca da degradação de sua oponente, entenda oponente como quiser, aqui vale tudo queridos, amigas, conhecidas, inimigas, ou seja, mulheres em geral. Quem sempre começa, ou pelo menos na grande maioria das vezes, uma discussão de relação? Elas, acredito ser até mesmo uma necessidade natural . Claro encontramos homens por ai com cabeça de meninas, há sempre exceções, mas aqui estou tentando me prender à massa.
Cinco homens juntos em uma viagem dificilmente acabaram com rancor ou o que prefiro chamar de “preguiça” um do outro. Elas não, sempre chegaram com vários casos de desentendimentos infantis. Percebo que o sexo oposto ao meu tem algo muito semelhante com crianças, querem porque querem, fazem de algo mínimo estrondoso. Contudo não deixaram permanecer a pureza e a simplicidade de achar beleza e diversão nas pequenas coisas.
Outro fato interessante é que problemas de mulheres normalmente são com outras mulheres. Elas não se entendem. Creio que fundo sabem que é melhor atacar antes de serem atacadas. Apenas para elucidar não tenho nada contra as menininhas, pelo contrario, minha vasta cartela de amizades é formada por elas na sua grande maioria, uma verdadeira amizade de sexos opostos é algo fantástico. Mulheres se dão bem com homens que elas não tenham beijado na boca, e isso por um fato simples, por não ter medo de que outra vai tomar o lugar delas, cada um assume seu lugar e pronto, elas se transformam.
Acordei hoje pensando nisso, como é mais fácil e menos cansativo ter um Y em nosso cromossomo. Desde sempre foi. Antes quando os homens detinham maior controle e poder na sociedade. Hoje, mesmo elas tendo se afirmado no mundo como ser produtivo e independente e de igualdade intelectual, ainda são incapazes de alcançar o simples e doce prazer de viver descomplicadamente. Homens acreditam mais neles. Poucas mulheres se atreveriam a ir em uma festa sozinhas. Homens não, eles vão, e são felizes. Entendem? Vejo o dia que depois de tomado todos os postos que os homens já ocuparam nesse mundo as mulheres lutarão para entender o porque que nós não somos tão complicados (pior que na cabeça delas nos somos) mas quando a verdade vier a tona, se é que pode acontecer, o mundo será mais doce (e há quem diga, mais chato!).
(revisão de Patricia Benedetti,mesmo ela não concordando com algumas coisas e dizendo que sabe que eu tenho o sangue dos De La Vega e amo o mundo Maria do Bairro)
Um comentário:
Drama, drama, drama! Arebabaaa!!Vai lá hein Consuelo!kkkk. Te quiero Mercedes!
Postar um comentário